Autor: [Silva, José Carneiro da, (suposto autor)]
Título: Memoria sobre o commercio dos escravos, em que se pretende mostrar que este tráfico he, para elles, antes hum bem que hum mal. Escrita por ***, natural dos Campos dos Goitacazes
Editor: Rio de Janeiro : Typ. Imperial e Constitucional de Villeneuve
Data do documento: 1838
Descrição Física: 13 p.
Resumo: Por décadas, essa obra foi atribuída a José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho (1742-1821), bispo de Elvas, um dos mais conhecidos ideólogos escravistas luso-brasileiros. Duas razões pareciam justificar a atribuição: Azeredo Coutinho era natural da região de Campos, e especialistas supuseram, por longo tempo, que políticos imperiais não teriam ousado defender a escravidão nem o tráfico negreiro após a Independência. Contudo, esse texto filia-se claramente ao contexto pós-constitucional brasileiro. Enquanto a África aparece como um continente conflagrado por guerras intestinas, oprimido por leis severas e devastado por práticas antropofágicas, o Brasil surge como o lugar da boa instrução religiosa, da civilização e de reais perspectivas de ascensão social. Estudos recentes indicam que a provável autoria do opúsculo é de José Carneiro da Silva, importante senhor de engenho e chefe político do norte da província fluminense.
Tipo: Folheto
Idioma: Português
Direitos: Domínio público
Palavras-chave: Escravidão - Séc. XIX - Brasil
Escravos - Brasil
Comércio negreiro - Brasil
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